Pudesse eu

Pudesse eu adivinhar o papel que tenho vindo a desempenhar

Pudesse eu argumentar contra quem me veio roubar-

– a vida? Não tanto. O sorriso.

Talvez ninguém me tenha roubado

Talvez simplesmente o tenha perdido.

Nada faz sentido quando se é uma alma quebrada

de sonhos interrompidos.

Ajo como se soubesse as respostas.

Mas que sei eu?

Alguém me propõe um guião de predestinação

ao qual eu permaneço ateu.

E neste estranho ciclo, faço do poço a minha zona de conforto.

Será serenidade ou medo do confronto?

Talvez não seja mais que um triste mero acaso.

Infortúnio.

Perdi-me no dilúvio; da mente.

Sou um ser que agora mente:

Tão seguro de mim e no fundo tão carente.

Um ser indiferente

Que nada sabe e nada sente.

Mas a vida ainda não acabou…

Somos apenas filhos que Deus nunca encarou.

About trishandias

17 anos. Lisboa, Portugal.
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